
Primeiros automóveis não tinham marchas
Atualmente, as montadoras procuram inovar nos câmbios para se diferenciar dos concorrentes e dar mais conforto aos motoristas. Mas esta busca por transmissões alternativas surgiu desde que foi produzido o primeiro carro, no final do século passado. Os primeiros veículos não tinham todas as marchas que temos hoje e andavam através de câmbios de duas marchas, acionados por alavancas ou por um pedal junto aos freios, como no Ford Modelo T.
Na segunda década do século, o número de marchas na transmissão aumentou para três ou quatro, de acordo com o veículo e assim surgiu a embreagem. Nesta época, as alavancas, presas ao assoalho ou à coluna de direção, passaram a ser quase unanimidade. Para tentar amenizar a falta de precisão dos engates, em 1928 a Cadillac lançou o câmbio com marchas superiores sincronizadas. O sistema animou algumas montadoras como Peugeot e Hotchkiss, que chegaram a lançar caixas de oito marchas.
Somente em 1938, surgiu a grande variação do câmbio: o sistema automático. Ele foi lançado pela Oldsmobile com o nome de Hidramático, que virou marca da transmissão dos carros da General Motors e sinônimo de automático no Brasil. Este tipo de câmbio virou febre nos Estados Unidos, e já na década de 1950, dominou os automóveis do país. Atualmente, algumas montadoras apostam na mudança de marchas no volante, mas em 1958 a Ford já oferecia o acionamento do câmbio automático junto à direção. Mas o sistema não fez sucesso. Nesta mesma época, as transmissões mecânicas ganharam sincronização para a primeira e segunda marchas, que acabou com a necessidade da marcha ser passada só em um determinado regime de rotações do motor.
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